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Amazônia

Amazônia
Existiam dois lugares no Brasil que eu sempre quis visitar desde criança: o Pantanal e a Amazônia. Hoje eu já fui a ambos, mas para a Amazônia eu tenho vontade de voltar outras vezes – muitas vezes. Não que o Pantanal não seja incrível, ele é, mas a Amazônia é maior, mais complexa, mais misteriosa, mais verde, muito mais verde.

Como sempre faço, pesquisei muito antes de decidir como seria minha primeira viagem à maior floresta tropical do mundo, seu pulmão. Quando criança, entre os seis e oito anos de idade, morei com minha família em Belém, mas pouco me lembrava dos passeios que fizemos nas florestas ao redor. Eu buscava uma experiência profunda, afastada da civilização e o mais próximo possível do que seria viver na região. Eu não queria hotéis fixos na selva, muito próximos da civilização, e alguns com animais “quase” amestrados para agradar aos turistas. Também não queria barcos grandes e luxuosos: não combinam com o ambiente. Muita gente, muito luxo, muito caro e não podem entrar nos afluentes mais estreitos dos grandes rios, muito menos atracar para visitar pequenos povoados.

Dei sorte, muita sorte: encontrei uma empresa nova, com uma embarcação saindo há pouco do estaleiro, em estilo amazônico, e com dois sócios que buscavam (e conseguiram) oferecer aos seus clientes exatamente o que eu estava procurando. Navegamos por 10 noites e 11 dias, principalmente pelo Rio Negro, rio que pela composição química de sua água não é ideal para a proliferação de mosquitos. Visitamos aldeias, pequenas comunidades, escolas comunitárias administradas por um casal de europeus no meio da mata, fizemos trilhas, tomamos banho de cachoeira, passeios de canoa com pesca, e muitas outras atividades que fizeram desta, dentre dezenas de outras, uma das três mais incríveis viagens de minha vida. Ah, já ia me esquecendo de dizer, éramos apenas 8 turistas – a embarcação oferece oito suítes. Dentre estes estava um dos mais renomados ornitólogos do mundo, consultor da National Geographic! Acho que escolhi certo!





Para quem é a Amazônia:
- Para quem ama a natureza.
- Para quem quer conhecer de perto a maior floresta tropical do mundo.
- Para quem aprecia, e consegue, passar alguns dias quase que completamente afastado da civilização – isso inclui sinal de celular e internet!
- Para quem gosta de fazer caminhas curtas e médias.

Para quem a Amazônia não serve:
- Para aqueles que absolutamente não curtem a natureza, fauna e flora.
- Para quem não consegue ficar longe da civilização nem mesmo por pouco tempo.
- Para quem não consegue suportar um clima úmido e quente.


Como Chegar
A Amazônia é imensa, como você já deve saber. Ocupa quase 40% de todo o território da América do Sul. Cerca de 60% da floresta está dentro do Brasil. A principal base para os passeios é Manaus, capital do estado do Amazonas. As principais empresas aéreas Brasileiras tem voos regulares para Manaus, com voos diretos a partir de algumas poucas capitais. É comum ter de fazer escala em Brasília.
Manaus já foi uma cidade muito rica, ainda no final do século 19, início do século 20, em função da extração do látex da seringueira. Com a diversificação de seu plantio em outros continentes, a cidade não evoluiu muito economicamente, e isto é fácil de se verificar por suas ruas. Ainda assim, eu recomendo ao menos um dia na cidade para se visitar o porto, o Teatro Amazonas (lindo exemplo dos tempos áureos do ciclo da borracha) e experimentar sua rica gastronomia que, claro, inclui o Açaí e o Tambaqui assado.



Quando ir
A Amazônia tem apenas duas estações que se revezam em períodos quase iguais de seis meses cada: verão, de junho a novembro, quente e um pouco mais seco, quando chove pouco, e inverno, de dezembro a maio, quente e úmido, época em que as chuvas são frequentes. O clima exerce grande impacto na experiência que você terá ao visitar a região: No verão, mais seco, aparecem diversas praias e ilhas nos grandes rios e seus afluentes, mas em períodos de água muito baixa fica muito difícil para barcos navegarem em rios menores, o que pode comprometer os passeios. No inverno, chuvoso, você irá encontrar muito menos praias, mas os barcos conseguem entrar sem dificuldade em rios mais estreitos ou igarapés.
Essa foi a minha experiência, a primeira de outras, eu espero. Eu tive a sorte de conseguir encontrar exatamente o que buscava. Ao pensar em fazer uma visita à Amazônia não se limite somente a ir à Manaus e fazer um passeio de um dia, à floresta próxima e/ou ao encontro das águas. Esse lugar único em nosso planeta merece muito mais do que isso.
Se quiser saber detalhes sobre esse roteiro ou tiver qualquer dúvida, por favor entre em contato comigo!
Abraço,
Christian Mattos